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quarta-feira, 10 de junho de 2015

CHOQUE CULTURAL

Que cada vez que retorno de viagem à europa, eu tenho um "choque" cultural e social e minha vontade é voltar do aeroporto mesmo. Cada dia entendo mais as pessoas que foram por qualquer motivo trabalhar/viver fora daqui e dizem não se adaptarem mais a realidade brasileira (que está um lixo). Meu conselho? Não voltem. Estou a uns dez dias tentando entrar na cruel realidade do Brasil e da cidade aonde vivo. Tá bem difícil. Criem raízes fora daqui; criem filhos em cidades/países aonde a educação seja colocada nos primeiros lugares de prioridade - e na maioria das vezes são gratuitas e de excelente qualidade; aonde o transporte público seja eficiente e quase ninguém use carro (como aqui que as crianças nem sabem usar as próprias pernas por falta de caminharem); que haja respeito pelo próximo; civilidade etc. Eu viajo, também,  para poder continuar a ter um "respiro" de felicidade.
Para poder caminhar pelas ruas sem ficar neurótica - como todos nós somos aqui - com roubos, facadas, violência gratuitas etc.
Lógico que sei que todo lugar tem seus problemas; não sou alienada. Mas aqui chegou a um ponto tal que somos todos vítimas de um "pânico/medo" diário.
Somos bombardeados com notícias que nem em meu sonho de terror mais oculto poderia imaginar.
Retornei e tomei a decisão de não ver TV.e ouvir rádio. Fiquei uns cinco dias sem ligar a bendita. Quando resolvi ver tv, optei pela RAI (TV italiana) e mesmo assim só alguns programas. Rádio só música. Hoje é que liguei a JB FM para ter notícias do tempo.
PS.: A única coisa negativa de não assistir a TV estes dias foi não ter visto a bunda linda de um ator global (risos) mas como não assisto novela e a net taí mesmo, matei minha curiosidade e pronto.
Ontem (dia 09 de junho) precisei do serviço de taxi. 
Telefonei com uma hora de antecedencia, já que a empresa diz não atender quem telefonar antes disso; hábito que eu sempre pratiquei por saber do péssimo atendimento na maioria das vezes. Enfim, telefonei marquei horário para as 15:15h. Deu 15:22h ninguém apareceu ou telefonou. Então telefonei para empresa e fui informada que o "profissa" estava em lugar X. Perguntei porque não avisaram e não obtive uma resposta decente. Por fim, o táxi chegou as 15:30h (que era hora que devia estar em meu compromisso). Isso é só um exemplo do desrespeito com o cidadão.
Ando bastante à pé sempre e  neste período quando não está aquele calor desumano e vejo as pessoas dirigindo feito loucas, buzinando; tentando sempre levar alguma vantagem; as cenas de alguns serviços públicos são esdrúxulas; quando chegava da viagem no caminho para casa o motorista chamou-me atenção para uma cena: três garis "trabalhando" - um varria um "montinho" de folhas; outro segurava a pá e o 3º conversava/observava. 
É o não é surreal? E ontem aconteceu o mesmo. A noitinha vários garis varrendo o mesmo pedaço de calçada.
E para completar, meu país tá um lixo.
Recessão.
Palavra que pensei nunca mais ouvir em minha vida.
Cristo! Um país com tanta riqueza natural; com um poder de oportunidades sem fim, agora esta demitindo milhares de pessoas.
Vou parar aqui.
Não vou entrar neste assunto para nao ficar hiper longo; gastaria páginas e páginas; isso é só uma  pequena mostra.
Enfim estou me recuperando e torcendo para que  consiga viajar mais algumas vezes para ter esse "respiro".
Tem gente que não entende essa necessidade.
Como não pagam minhas contas e como sou  dona do meu nariz - aliás sempre fui - uma banana para os pobres de espírito e invejosos.
Esse é meu desabafo de hoje.
Ah, mais uma coisa,  estou tentando retornar minhas aulas de italiano e pensei procurar uma universidade pública já que pagaria um preço que posso pagar com folga.
Nao vou poder estudar; estao em greve há mais de um mes.
Mais um detalhe da valorizaçao da "educaçao" do meu Brasil, que amo muito, mas que está sem rumo.

P.S (1) Escrevi este texto de um fôlego só. Havendo erros de portugues só peço que entendam. Nao estou escrevendo uma tese de portugues/literatura. É um pensamento claro e rápido.









domingo, 26 de abril de 2015

UM POUCO DE ELIS REGINA CARVALHO COSTA

Até onde lembro sempre fui fã da cantora Elis Regina.
Seu vozeirão com interpretaçoes que não foram comparadas até hoje, já que foi única, sempre deixaram-me emocionada.
Algumas canções  embalavam situações que eu vivenciava; outras me transportavam para um mundo que só imaginava.
Sem contar que sua presença de palco e história de vida, que supunha conhecer,  mexiam comigo.
Atrás da porta, Dois pra lá dois pra cá e Tatuagem, dentre outras, faziam-me imaginar todos sofrimentos que uma mulher apaixonada podiam sentir.
Mas sempre tive um "chamego, um carinho especial" por Maria, Maria - do maravilhoso Milton Nascimento por tudo que também representavam na época que foi lançada.
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia Uma força que nos alerta Uma mulher que merece Viver e amar Como outra qualquer Do planeta ....
"...quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida..." Sempre me senti MARIA, MARIA.
Este ano em meu aniversário, ganhei o espetacular livro (uma biografia) NADA SERÁ COMO ANTES muito bem escrito por Julio Maria.
Comecei a le-lo com a curiosidade e velocidade que só quem é fã de verdade entende.
E a medida que as histórias iam sendo narradas, meu castelo de ilusões ia sofrendo abalos.
Em menos de um mes li todo o livro e fiz anotações que me fizeram recordar alguns fatos.
Foi uma "viagem"
Ao término desta obra maravilhosa cai em prantos e pedi perdão algumas pessoas que acusei injustamente na época da morte de Elis.
Eu conheci através das músicas, show, artigos em jornais e revistas a cantora Elis Regina, da qual sempre fui e continuarei sendo fã; mas a pessoa Elis Regina Carvalho Costa, essa que o livro descreve, não tinha essa vida que nós sempre imaginamos; não foi um poço de fortaleza.
Foi um turbilhão de contradições, tinha uma fragilidade gritante e que tinha que "matar" quase diariamente seus demônios para poder sobreviver e mesmo assim eles ressuscitavam e a puxavam para seu caldeirão até o dia que lamentavelmente "eles" venceram.
Foi uma leitura muito boa. Mexeu comigo. Com coisas que vivenciei; com meu passado, que nao foi parecido em nada com o dela, ainda bem.
Ao final só me restou agradecer, por ter apreciado tantas canções maravilhosas que ela cantava e desejar que aonde estiver tenha encontrado a Paz que tanto queria.
Deixou herdeiros, que acredito tenham orgulho de sua trajetória.
E realmente, depois desta biografia, NADA SERÁ COMO ANTES.





OS 50 ANOS DA PLIM PLIM

Esta semana a Rede Globo completa 50anos em que foi inaugurada. Poxa! Engraçado, para mim parece que foi há mais tempo.
Eu era criança mas recordo que com a "transmissão" de mais esse "canal" tudo mudou na família brasileira.
Ela chegou trazendo novas proposta para a TV brasileira.
Chegou com equipamentos super modernos e profissionais muitíssimos qualificados.
Algum tempo depois nos acostumamos a jantar assistindo ao Jornal e aos domingos o Fantástico era realmente fantástico!!!!
Não posso esquecer a minha emoção e de maioria dos brasileiros, quando assistimos ao pouso do primeiro homem na Lua.
Digo maioria pois alguns outros levaram anos sem acreditar em tal feito.
Nossa! Foi lindo!
E em nossa casa havia uma televisão grande na sala, coisa incomum para época, e alguns conhecidos se "empoleiraram" na imensa janela para assistir ao feito.
Eu amava o Vila Sésamo!
Mocinha, fui apaixonada pelo Bat Masterson - aquela bengala e chapéu coco povoaram meus sonhos de quase adolescente.
Era mágico!
Isso tudo em uma tv aonde só se assistia com  três cores : preta, branca e cinza e que minha engenhosa mãe coloria com um papel, rosa, verde e azul , para assim termos "a tal tv a cores" risos, que já existiam "nos states" mas que ainda levaria um bom tempo até ser produzida no Brasil.
 Ontem, 25 de maio, quando assisti ao programa "Reencontro" aonde revi muitos jornalista e algumas matérias fiquei muito feliz em ter visto/assistido tudo isso.
Eram outros tempos bem sei.
Houveram tempos não tao bons - ditadura - mas a Globo foi a única que cobriu todo processo de anos, com muita competência e alguma imparcialidade.
Não sou saudosista, mas foi um belo tempo.
Houve um tempo que a tv Globo era chamada de "Venus Platinada"  vejam  a importancia da tv em nossas vida.
Hoje os jornais continuam falando desses 50anos.
É uma homenagem muito bem merecida, principalmente para quem assistiu durante tantos anos seus programas; quem trabalha até hoje na "empresa" e por tudo que representou.
Mesmo hoje em dia não assistindo ao JN nem as novelas, sei da importância da tv para minha geração.
Entao, Boa Noite!
Plin Plin



P.S. Esse Boa Boite! Era do Cid Moreira no Jornal Nacional e Plim Plim a marca da Venus que entrava logo a seguir.


segunda-feira, 30 de março de 2015

AOS 70 ANOS

Andei prestando atenção em como estão produtivos, não que não fossem antes- mais agora aparecem mais o pessoal que anda passando dos setenta anos?
Houve uma época em que ter trinta anos é que era o máximo!
Mil idéias! Os "mudernos" achavam que o mundo iria acabar depois dos trinta anos.
Década de 80 teve Olimpíadas; Copa do Mundo; Cometa; Madonna; Michael Jackson, Duran Duran e os nacionais e muito produtivos Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Titãs, Legião Urbana (bom demais) só para citar alguns.
E assim ia nossa cultura. Muitos escrevendo, compondo, cantando, recitando, ou algo similar mas sempre em terreno frenético.
As drogas ilícitas eram uma "viagem para algo superior" .
O tempo passou.
E chegamos em 2015, aonde grande parte desse pessoal que completou 70 anos - está super ativo; buscando outros caminhos (e não estou falando de drogas ok?); se modernizando, estudando, sacudindo a "poeira do esqueleto e do cérebro); propondo novas ideias; produzindo loucamente com uma energia maravilhosa e muito mais tranquilidade.
Então eu fico observando e pensando:
"- Vou começar a preparar-me para os meus 70anos - aliás já comecei -  pois detesto pasmaceira  e esse povo esta sabendo das coisas e  não quero e nem vou ficar fazendo tricô."(não curto trabalhos manuais risos
E viva Nelson Motta, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano, Jorge Ben(Benjor), Edu Lobo, Paulinho da Viola etc... - isso só alguns na parte musical e nacional.
E nas letras temos as maravilhosa escritoras Lya Luft; Nélida Piñon, Ana Maria Machado, Marina Colasanti e a super, super professora e especialista em Fernando Pessoa, professora Cleonice Berardinelli, que continua ativa e muito lúcida, apesar de ter mais de noventa anos.

P.S.: Sei bem que a imagem no texto nao tem setenta anos mas os anos oitenta também foram incríveis!!!



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

VIOLETTE

Fui assistir a este filme por indicação de amiga que me conhece e sabe que certos assuntos me atraem muito.
Violette, uma filme de 2013 com produção França/Bélgica, e com elenco desconhecido até então, conta a história de uma mulher e escritora Violette Leduc - a protagonista com um ótimo trabalho de Emmanuelle Devos -  filha bastarda de uma mãe um tanto, volúvel , interesseira entre outras coisas,  no início do século passado.
Teve uma infância muito pobre e sem amor e por conta de tudo isso  tem uma baixo estiva e  é excretada por muitos que a cercam.
Uma mulher que vive um conflito interno com sua sexualidade e que vê uma oportunidade de melhorar como pessoa e escritora quando conhece Simone de Beauvoir - um trabalho de expressão e gestual muito bom de Sandrine Kiberlain, que a faz crer um seu potencial de escritora.
Tendo como pano de fundo os anos da pós-guerra esse filme é bem interessante ; conta bem mais que um amor entre iguais.e mais nao posso falar com medo de acabar com um certo mistério.
Não é um filme vulgar.
Gostei muitíssimo da fotografia. Voilá. E os figurinos também estavam muito bons.
Muito bom filme. Recomendo.


sábado, 10 de janeiro de 2015

EL CRÍTICO

Eu gostei do filme.

Não é "estupendo" mas é bem divertido.
Aproveito para louvar a volta do cinema argentino (neste caso Argentina/Chile), aqui representada pelo roteiro de Hernán Guerschuny e outras películas que estão em cartaz.



Na realidade o filme faz um crítica bem humorada, não se pode negar, de como deve ser a vida no geral de um crítico  de cinema reconhecido, que sempre esta de mal com vida, vamos assim dizer e que não vive nababescamente, como se imagina.
Uma mistura de ficção com realidade.

Mas tem romance também.

Quando "El critico" Vitor Téllez (com o bom ator Rafael Spregelburd) conhece uma mulher, Sofia (com a bela e boa atriz Dolores Fonzi) confesso que não conhecia até então nenhum dos dois- alguns argumentos antes levados muito rigidamente caem por terra.

Um filme leve. Bom para divertir mesmo e que cumpre seu papel






quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

HOJE EU QUERO ......

Minha última postagem do ano é sobre o belo e sensível filme   "Hoje eu quero voltar sozinho".
Toda abordagem no filme é verossímil.
A chegada da adolescencia,  a vontade de se libertar dos laços maternos (por muitas vezes sufocantes)  e a descoberta da sexualidade;  tudo isso passa na tela sem levantar bandeiras e com abordagem clara e delicada ao mesmo tempo.
O filme não tem cenários espetaculares, atores "monstros" mas transmite com clareza o universo da transição (que todos passamos ou que passarão) da juventude para "quase adulta".
Digo "quase adulta" pois é um período transitório que todos nós passamos; para alguns traumático mas para outros mais suave e por muitas vezes fica-se no "limbo" - entre ser adolescente e adulto.
O mérito do filme vai quase totalmente para a interpretaçao do jovem ator Ghilherme Lobo, por seu Leonardo, personagem principal.
Acredito não ter sido fácil interpretar um cego assim logo no início de carreira; e cumpriu bem o papel.
A também  jovem atriz Tess Amorim, fez uma Giovana também real.
Enfim, só assistindo (com um lenço para algumas lágrimas).
Soube que ele está concorrendo a um Oscar. Não creio que ganhe, mas já valeu muito a indicação.
Ótimo programa para esse início de ano um tanto brando.