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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DA INFÂNCIA À JUVENTUDE - BOYHOOD

Nossa! Semana maravilhosa em termos da sétima arte.
Foi inaugurado em minha cidade, o CINE ARTE UFF, e só tem exibido filmes maravilhosos. Todos fora das grandes salas que estão "passando" só campeões de bilheterias e que na grande maioria, não me atraem.
Enfim, vamos a uma destas maravilhosas projeções que assisti:

BOYHOOD

Filme americano de Richard Linklater.
Filme, que pelo título traduzido, já se percebe que narra a história de uma menino de sua infância - dos seis anos até os dezoito anos - e sua relação com os pais (separados) e amigos, conforme o passar dos anos, até sua vida mais "adulta" vou assim chamar.
Problemas familiares que estão presente na vida de muitos de nós ou de alguém próximo que conhecemos, mas sem cair nas pieguices que por vezes assistimos.
Eu devo confessar que tive
identificaçao com algum personagem.
Adorei e recomendo.

Direção, fotografia, atores -  caramba há muito não assistia um filme bom com a Patrícia Arquette - e também gostei da atuação do ator americano Ethan Hawke; o novato Ellar Coltrane também não é um canastrão.
Bom programa para um final de semana ou final de tarde.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

TRINTA - UMA HOMENAGEM

Como sempre falo, não tenho problema algum em assistir filmes nacionais e depois do arrebatador e genial TIM MAIA novamente fui para uma sala assistir mais um.
O escolhido da vez foi o filme TRINTA, que presta uma simples homenagem ao homem que revolucionou o carnaval carioca..
Realmente tenho que fazer coro com alguns.
João Clemente Jorge Trinta, conhecido como Joãozinho Trinta, merecia uma homenagem  muito maior. Talvez até maior que o seu talento, se isso fosse possível.
O filme é pobre.
Pobre de emoção - até o sempre ótimo Matheus Nachtergaele - se apresenta tímido e sem brilho nesta homenagem; pobre nos cenários (não estou falando da vida em São Luiz do Maranhão) e até o vídeo final ficou a deseja.
O elenco não faz feio, mas como já disse, ninguém brilha; o que seria esperado em se tratando do homem que sempre soube usar o lixo e o luxo na medida certa.
Enfim, não foi o melhor filme que já assisti mas querendo preencher o tempo com algo, vale uma  espiada.
É um filme morno. E só.
Uma pena.
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

DJANIRA - PINTORA DE COSTUMES

Já algum  tempo que eu e Djanira nos "olhamos" mas não nos encontramos. Hoje o encontro aconteceu.

Reinaugurou  um Espaço Cultural em minha cidade e além de uma exposição  fotográfica  maravilhosa, fiquei muito feliz ao saber que em homenagem ao centenário do Espaço em 14 de novembro, seriam expostas aproximadamente cento e vinte obras da artista - Djanira – Cronista de Ritos, Pintora de Costumes.
Obras cedidas pelo MNBA e que vem enriquecer pessoas que como eu amam arte.
Djanira da Motta e Silva nasceu em Sao Paulo em Avaré e faleceu no Rio de Janeiro.
Foi uma pintora do cotidiano brasileiro. Aliás não foi só pintora. Foi também desenhista e ilustradora entre outras artes. Era autodidata.

Uma de suas obras - Santana de Pé - está  no Vaticano, já que ela era muito religiosa e ingressou na Ordem Terceira Carmelita.

Gosto muito de sua arte que retrata o meu querido Brasil, seu povo e costumes. Fiquei observando que ela, junto com Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e outros tem um colorido e uma religiosidade típicos de nosso povo.
Muito bonitos os trabalhos principalmente de óleo sobre tela e nanquim.
 

TIM MAIA - O GENIAL

Estava muito querendo ver o filme sobre Tim Maia.
O filme é baseado no livro - Vale Tudo -  do antenado, multifacetado e sempre jovem, Nelson Motta, que serviu tanto para a peça no teatro, que assisti e foi espetacular quanto para este filme.
Aliás aqui quero abrir um parenteses para elogiar (eu já conhecia algumas facetas) o currículo do mais novo setentão: jornalista, escritor, produtor, crítico musical, dono de casa noturna  etc...ufa!  sempre ligado a música.
Isso é o que chamo de envelhecer - eu disse envelhecer? - com vontade, entusiasmo e produtividade. Fez-me até reconsiderar umas idéias.
Mas retornando ao filme;  para mim só uma palavra para descrever atores e direção (de Mauro Lima, o mesmo de " Meu nome não é Johnny") ; MA RA VI LHO SO.
Já conhecia o trabalho do Babu Santana mas neste filme acho que ele esta espetacular; não conhecia o ator que faz o Tim na fase da adolescencia, o também ótimo , Robson Nunes (apresentador do canal de TV por assinatura).
Creio que nada da vida do Tim foi "maquiada". Esta tudo lá na tela da sétima arte.
E eu cantei e dancei no cinema, quase deserto.  Muito bom! E comprovando que música boa não tem época.
E o detalhe "curioso" é que veio a falecer aqui aonde vivo atualmente - Niteroi .

Vale tudo, ou melhor, vale muito assistir.


"A semana inteira fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Eu quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amara (repete 2 vezes)"


(música de Tim Maia " Nao quero dinheiro eu só quero amar")

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

LA MIA AMATA CITTÁ, FIRENZE

A primeira vez que a "vi" foi na primavera de dois mil e alguma coisa, era maio.
Foi uma passagem rápida, somente dois dias de uma viagem que tinha outros destinos mas recordo-me que fiquei encantada com o que captei..
Avanço alguns anos e estou na mesma cidade e no mesmo período -  primavera de 2014-  que por conta de algumas mudanças de roteirol fui parar nela -  Firenze - para um curso de italiano/artes.
Desde o primeiro dia que cheguei nesta cidade, fui acolhida. De todas as formas e maneiras. E a medida que os dias passavam - muito rápidos diga-se - fui tendo a certeza que  pertenço a ela.
Cada lugar que frequentava, cada música, cada palavra me soavam muito familiar.
Quando tive que retornar ao Brasil trazia na bagagem não só o aprendizado mas a certeza que voltaria o mais rápido possível.
Minha despedida foi melancólica.
Eu andava por suas ruas com os olhos vermelhos de tanto chorar com lágrimas que por vezes não se continham em ficar na superfície e tal qual o Arno em certas épocas transbordavam fazendo com que eu usasse os óculos escuros para esconder minha tristeza e dor.
Meu retorno foi um "caos" - voos atrasados, perda de conexão e por conseguinte perda de voo, extravio de mala  e de "presente" uma saúde um tanto abalada por conta do stresse sofrido.
Foi como se tudo me puxasse  para eu permanecer na cidade amada.
Ao chegar ao Brasil apesar dos aborrecimentos e tudo mais ou só tinha uma certeza. Voltarei este ano!
E assim eu fiz.
Retornei no outono europeu (setembro de 2014) que de outono pouco teve, parecia mais primavera.
Assim que cheguei ao meu destino, o Cenáculo começou a  soar. Foi uma belíssima e carinhosa recepção.
E desde então minha estadia foi acompanhada de músicas que os sinos tangiam em algumas horas e por algum motivo.
Todos os dias "você se abria" para meus olhos e meus outros sentidos para eu pudesse fazer novas descobertas. Ah! que momentos maravilhosos passamos.
Uma hora eu era a "dama apaixonada" que deixava-se guiar pelo amado; em outros, você só indicava para que fizesse minhas descobertas. E a cada passo, novas descobertas.
Cada rua, casa, comércio, jardim etc. era uma alegria.
E fomos nos divertindo pelo caminho. Quantas coisas maravilhosas aprendi contigo!
E no final deste meu período quando estava prestes a retornar ao meu país, você me surpreendeu mais uma vez e fez-me uma surpresa maravilhosa.
Fiquei muito emocionada. Grazie mille.
Agora estou aqui escrevendo esta  carta de amor  para você; tranquila, sem chororô só para dizer essas palavras que estavam em meu coração e acalmar-te dizendo que posso navegar/visitar outras "cittàs" mas eu voltarei, por que um amor desses não se esquece e só acontece quando estamos afinados.
Baci.







sexta-feira, 25 de julho de 2014

DAS OBSERVÂNCIAS DIÁRIAS

  • NOS TRANSPORTES
Esses dias estava pensando/observando em como algumas atitudes de certas criaturas não mudaram com o decorrer dos anos.
Há mais de vinte anos viajo de barcas para fazer a travessia e sempre ouço as informações, agora também em inglês,  - dicas de segurança - nos auto falantes,   e o povo a cada ano fica mais "distraído" com o que é dito.
Sempre é mencionado "...permaneçam sentados.....até o atracamento ...para sua segurança...", mas não adianta, as pessoas se levantam e ficam de pé na porta, corredores etc. na sua pressa costumeira, como se possível fosse descer e caminhar sobre as aguas tal qual Moisés e chegar alguns micro segundos ao ancoradouro para  desembarque.
E quando algum "aprendiz de mestre" tenta colocar a embarcação em seu devido lugar e ela "bate nas estacas" é um tal de se balançar para cá e lá tal qual aqueles bonecos de plástico -  teimosos -  até o dia que algo de mais grave acontecer ai vão "reclamar com o bispo", como dizem os antigos.

Isso acontece também nos aviões.
Quase ninguém presta atenção as informações de segurança como se fosse IMPOSSÍVEL  algo de grave acontecer.
E muitas vezes quando o piloto pede para ficarem sentados e apertarem os cintos, tem sempre alguém que resolve "ir ao banheiro".
Até parece que banheiro de avião é muito  confortável ou que tem proteção extra.

Aproveitando que a maioria dos turistas já foram embora aproveitei para usar o metro.
Foi uma boa experiência.
Tá certo que não estava limpíssimo, mas isso não compromete a vida do usuários já que é apenas sujeira  de uso diário mesmo.
Gostei de ver que as informação são passadas em dois idiomas (o português e inglês, que é universal mesmo) tanto pelo alto falante como em mensagem dos letreiros luminosos.
A viagem foi tranquila e olha que estavam bem cheio mas nada que incomodasse - não era uma lata de sardinha.
Gostei.

  • AS CAROLAS
São duas mulheres.
Uma magérrima, quase cadavérica e outra gorda.
A magérrima tem um sotaque que me lembra as terras lusas e enquanto vai passando o prato de comida para escolher o que colocará nele levanta a tampa e faz um muxoxo. Muxoxo esse em tom alto e que é bem irritante para mim.
"Ora minha senhora, se não gosta da nada vá procurar outro lugar...."..penso.
A magérrima carrega com um certo orgulho, um cordão de metal com uma cruz e uma chave.
Fico imaginando o que guardará?
O vinho cerimonioso? As hóstias? Os "cobres" doados a igreja?
Bom, fico só com meu pensamento imaginativo.
São freguesas quase frequentes e todos as vezes o assunto é o mesmo. DOENÇA! e vez por outra um assunto religioso para não cair em pecado.
Hoje o assunto era sobre a hóstia:
-" Como estão finas, dizia a mais gorda !
- Sim, já algum tempo percebi, a magérrima respondeu.
- Hoje ao receber o sacramento percebi que uma pedaço caiu no chão. Abaixei-me e o coloquei na boca. Não poderia deixar "o corpo santo" assim desperdiçado - falou a gorda."
Bem, tive que sair pois acabara minha refeição.
Mas outros dias virão.
E novas queixas sobre saúde ou algum comentário religioso.
Amém!












THE GRAND BUDAPEST HOTEL

Este dias assisti ao filme do cartaz abaixo.

Gostei do filme.
Tem um bom elenco e participaçoes bem especiais: " Jude Law, Harvey Keitel, Jeff Goldblum, Tilda Swinton (trabalho que gostei), Edward Norton , do ator que faz o mensageiro  Zero, quando jovem (Tony Revolori), e  o ótimo M.Gustave interpretado/construído  pelo bom ator Ralph Fienne"
O filme é narrado a partir do livro de  memórias de um escritor que conheceu  um lendário concierge em um famoso hotel na Europa entre as duas grandes guerras, e sua amizade com um jovem empregado que se torna seu protegido.Rs
A história tem tudo para prender nossa atençao: suspense, morte, amor etc.
Não é um filme estupendo; mas é um bom filme .Tem uma narrativa ágil e  um ar lúdico.
Vale muito à pena uma ida ao cinema, ainda mais se for um "cine de bairro", só para nao perder o hábito. Bem no estilo antigo com pipoca simples e tudo mais.
Recomendo.